quarta-feira, 27 de agosto de 2014

2° ANO C



Somos alunos do 2º ano do Ensino Médio, do Colégio Adventista de Rio Branco-Acre. Por meio deste blog, que faz parte do conteúdo desenvolvido nas aulas de química,  traremos curiosidades e informações de forma dinâmica sobre o alcoolismo, lei seca, bafômetro, entre outros aspectos. Esperamos contribuir positivamente e aprofundar seu conhecimento, caro leitor. Desde já agradecemos. Seja bem vindo!

Operação Álcool Zero

Álcool é o maior causador de acidentes fatais no Estado

 

Desde novembro deste ano, a equipe de estatística do Detran já visitou 56 famílias de vítimas de acidente com óbito em Rio Branco. Com o estudo realizado, pôde-se perceber que a embriaguez tem sido a principal causa de acidentes fatais, seguido do excesso de velocidade, falta de atenção dos pedestres e imprudência.
A pesquisa também constatou que a maioria das vítimas estava na faixa etária de 30 a 59 anos, seguidos dos jovens, de 18 a 29 anos. Além disso, 60% dos causadores dos acidentes com vítimas são os próprios que vieram a óbito, ou seja, o condutor que causou o acidente morreu.
De acordo com a coordenadora estadual de estatística, Flávia Coutinho, as visitas foram muito importantes, já que representam, de certa forma, uma função social. “Além disso, as famílias podem nos conceder maiores informações das histórias por trás dos acidentes e também as prováveis causas”, conta.
A partir desse estudo, resolveu-se intensificar as atividades de fiscalização, principalmente com a proximidade das festas de Natal e Ano-Novo, quando o consumo de bebidas tende a aumentar. Dessa forma, as ações da Álcool Zero devem ser aliadas a outras tipicamente executadas no final do ano, como é o caso da Operação                                                   

Conceituando Trânsito no CTB

Art. 1º § 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

5 milhões de pessoas morrem por causas violentas a cada ano:
       
Acidentes de trânsito  =  1,30 milhão de vítimas fatais;
          Suicídio                         =   815 mil mortes;
          Assassinato                  =   520 mil mortes;
          Guerras e conflitos      =    310 mil casos.

O Brasil hoje...

Ø  Sua população é 200 milhões de habitantes.

Ø  81,25% da população é urbana.

Ø  Tem uma frota de aproximadamente 79 milhões de veículos.

Ø  53 Milhões de Condutores Habilitados

O TRÂNSITO NO BRASIL
Dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN)


Ø  Vítimas fatais – 35 mil/ano;

Ø  Vítimas com lesões temporária ou  permanentes – 100 mil/ano;

Ø  400 mil acidentes com vítimas a cada ano;

Ø  Acidentes – 1 milhão/ano.

Ø  75% dos acidentes são causados pelo homem, 12% por problemas no veículo, 6% por deficiências nas vias e 7% por causas diversas. Se considerarmos HOMEM-VEÍCULO-VIA as chances de ocorrência de acidentes , são 93%.

Ø  Acidente de trânsito é o segundo maior problema de saúde pública do País, só perdendo para a desnutrição.

Ø  41% dos mortos em acidentes estão na faixa etária de 15 a 34 anos.

Ø  Em 40 mil acidentes com veículos de duas rodas, aconteceram 24 mil mortes.


Ø  79% dos mortos são do sexo masculino.
  
Operação Álcool Zero
•          
Regulamenta a fiscalização de trânsito a ser realizada pelo Sistema Estadual de 
Trânsito, a fim de inibir o consumo de bebida alcoólica por condutor de veículo 
automotor – Operação “Álcool Zero”.
•          
Implementar uma política pública de Governo, permanente, que resulte na 
diminuição dos índices de acidentes de trânsito no Estado do Acre, notadamente 
pelo uso e consumo de bebidas alcoólicas.
     
Colabore!!!

         
“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.”

O que o álcool faz com você

O que o álcool faz com você

O uso excessivo de álcool pode resultar em diversos problemas graves de saúde (veja abaixo a lista com os problemas mais frequentes), problemas mentais (depressão e quadros psicóticos), além de problemas sociais. Dificuldades na escola, trabalho, família, com os amigos e com a lei são comuns em pessoas que bebem.Algumas maneiras pela qual o álcool afeta sua saúde física:
  • Olhos
O uso prolongado e pesado de álcool pode produzir neurite óptica, e em alguns casos causando a cegueira. Isso ocorre porque a ingestão de álcool causa deficiência da vitamina B1 e do Zinco.
  • Coração
A cardiomiopatia (inflamação do musculo do coração) é comum em usuários de álcool. Os sintomas incluem dor no peito, palpitações, tosse, fadiga e dificuldades para respirar. O álcool também está ligado à arritmias que em casos mais graves leva a uma parada cardíaca.
  • Cólon/Intestino Grosso
O câncer de cólon ou do intestino grosso vem sendo relacionado ao consumo de cerveja – um estudo recente indicou que o consumo de somente dois copos reduz ou acaba com qualquer efeito positivo de uma dieta correta.
  • Intestino Delgado
Altas quantidades de álcool podem causar lesões hemorrágicas na parede do intestino delgado, afetando as contrações do intestino, levando a diarreia. Os efeitos do álcool no intestino delgado desaparecem de 2 a 6 semanas após a retirada do álcool.O uso crônico também pode resultar em anormalidades na forma em que o corpo processa os nutrientes. Baixos níveis de Ferro, Zinco, vitamina E e algumas vitaminas do complexo B são comuns em bebedores pesados, e foram associados com alguns tipos de câncer.  Em relação aos níveis de vitamina A, acredita-se que ela tenha propriedades proteroras contra alguns tipos de câncer, mas estão reduzidas no fígado e esôfago dos bebedores pesados.
  • Vias aéreas
Roncar é comum após a ingestão de bebidas alcoólicas à noite. Isso ocorre devido aos efeitos relaxantes do álcool nos músculos da faringe.
  • Órgãos sexuais
O álcool acarreta a divisão rápida das células reprodutivas e aumenta os níveis de acidez nestes tecidos, o que pode afetar a fertilidade.
  • Imunidade
O álcool tem sido associado à supressão do sistema imunológico, o que deixa o usuário crônico mais suscetível à várias doenças infecciosas e, tecnicamente, ao câncer. O consumo também aumenta o risco de pneumonia e tuberculose.
  • Boca
O uso regular de álcool aumenta o risco de câncer na boca. Aproximadamente 50% de indivíduos com câncer de boca, faringe (amígdala) e laringe (voz) estão associados com o consumo pesado de álcool.  Se o individuo beber e fumar, o risco de câncer aumenta dramaticamente.
  •  Fígado
O fígado é responsável pela eliminação de 95% do álcool ingerido. Para os indivíduos que consomem 5 doses de bebida alcoólica por dia, o risco de cirrose hepática é 5 vezes maior do que aqueles não bebedores. As mulheres correm um risco ainda maior de cirrose hepática em comparação aos homens.De forma prolongada, o uso pesado de álcool tem sido associado primeiramente à cirrose, que pode levar ao câncer.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

AFINAL, COMO FUNCIONA O BAFÔMETRO?


O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcoólica analisando o ar exalado dos pulmões de uma pessoa. É também conhecido pela denominação técnica “etilômetro”, devido às reações que envolvem o álcool etílico presente na baforada do suspeito e um reagente.

Todos os tipos de bafômetros são baseados em reações químicas, e os reagentes mais comuns são dicromato de potássio e célula de combustível. A diferença entre estes dois reagentes é que o dicromato muda de cor na presença do álcool enquanto a célula gera uma corrente elétrica.
O mais usado pelos policiais no Brasil é o de Célula de combustível, a química deste bafômetro você vê a seguir:
1. O álcool expirado reage com o oxigênio presente no aparelho, esta reação ocorre com a ajuda de um catalisador;
2. Ocorre a liberação de elétrons, de ácido acético e de íons de hidrogênio;
3. Os elétrons então passam por um fio condutor, gerando corrente elétrica. Um chip presente dentro do aparelho calcula a porcentagem e dá a concentração de álcool no sangue. Quanto mais álcool, maior será a corrente elétrica.
E não existem desculpas para se negar a fazer o teste, como por exemplo:
- Recusar a soprar o canudinho por ele estar contaminado: ele é descartável e tem uma válvula que impede que o ar de dentro volte para sua boca;
- Dizer que não consegue assoprar? É preciso 1 litro e meio de ar para fazer a medição, é o equivalente a um sopro de cinco segundos.
E mais, não adianta tentar disfarçar o hálito, mascar chicletes, tomar azeite, etc, todas essas artimanhas não o impedirão de perder a carteira e ter o veículo apreendido.
Graduada em Química

Por Líria Alves
Equipe Brasil Escola

CONHECENDO A LEI SECA



1- Qual o conteúdo da "Lei Seca" no volante? 

Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) (R$957,70) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.
Parágrafo único. A embriaguez também poderá ser apurada na forma do art. 277.
“Art. 276. Qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às penalidades previstas no art. 165 deste Código.
Parágrafo único. Órgão do Poder Executivo federal disciplinará as margens de tolerância para casos específicos.”
Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de dirigir sob a influência de álcool será submetido a testes de alcoolemia, exames clínicos, perícia ou outro exame que, por meios técnicos ou científicos, em aparelhos homologados pelo CONTRAN, permitam certificar seu estado. (Redação dada pela Lei nº 11.275, de 2006)
§ 1o Medida correspondente aplica-se no caso de suspeita de uso de substância entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos.(Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.275, de 2006)
§ 2o A infração prevista no art. 165 deste Código poderá ser caracterizada pelo agente de trânsito mediante a obtenção de outras provas em direito admitidas, acerca dos notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
§ 3o Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas estabelecidas no art. 165 deste Código ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
De acordo com o Decreto 6.488, publicado em 20/06/2008:
Art. 1o Qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às penalidades administrativas do art. 165 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, por dirigir sob a influência de álcool.
§ 1o As margens de tolerância de álcool no sangue para casos específicos serão definidas em resolução do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, nos termos de proposta formulada pelo Ministro de Estado da Saúde.
§ 2o Enquanto não editado o ato de que trata o § 1o, a margem de tolerância será de duas decigramas por litro de sangue para todos os casos.
§ 3o Na hipótese do § 2o, caso a aferição da quantidade de álcool no sangue seja feito por meio de teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro), a margem de tolerância será de um décimo de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões.
Art. 2o Para os fins criminais de que trata o art. 306 da Lei no 9.503, de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, a equivalência entre os distintos testes de alcoolemia é a seguinte:
I - exame de sangue: concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue; ou
II - teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro): concentração de álcool igual ou superior a três décimos de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões.
A Lei 11705 também alterou o artigo 306 do CTB, que trata dos crimes de trânsito, dando a ele a seguinte redação:
Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

2- Qual é o objetivo da "Lei Seca"? 



De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a utilização de bebidas alcoólicas é responsável por 30% dos acidentes de trânsito. E metade das mortes, segundo o Ministério da Saúde, está relacionada ao uso do álcool por motoristas. Diante deste cenário preocupante, a Lei 11.705/2008 surgiu com uma enorme missão: alertar a sociedade para os perigos do álcool associado à direção.
Para estancar a tendência de crescimento de mortes no trânsito, era necessária uma ação enérgica. E coube ao Governo Federal o primeiro passo, desde a proposta da nova legislação à aquisição de milhares de etilômetros. Mas para que todos ganhem, é indispensável a participação de estados, municípios e sociedade em geral. Porque para atingir o bem comum, o desafio deve ser de todos. 


3- Por que a lei está mais rígida? 




A violência do trânsito no Brasil pode ser demonstrada em números. Por ano, pelo menos 35 mil pessoas morrem em decorrência de acidentes. Só em rodovias federais, essa quantidade se aproxima a 7 mil. Numa lista de causas de desastres, a ingestão de álcool aparece entre os sete vilões das estradas. Não se pode negar que motoristas alcoolizados potencializam a gravidade dos acidentes.
O álcool é um forte depressor do Sistema Nervoso Central. Por isso, quem bebe e pega o volante tem os reflexos prejudicados. Fica mais corajoso, mas reage de forma lenta e perde a noção de distância. Quando é vítima de desastre de trânsito, resiste menos tempo aos ferimentos, já que as hemorragias quase sempre são fatais.


4- A leis semelhantes em outro países? 


Lista elaborada pelo Centro Internacional para Políticas sobre o Álcool (Icap), sediado em Washington (EUA), posiciona o Brasil entre os 20 países que possuem a legislação mais rígida sobre o tema. Das 82 nações pesquisadas, Noruega, Suécia, Polônia, Estônia e Mongólia têm o mesmo nível de rigor do Brasil. Na América do Sul, a tolerância brasileira só fica atrás da Colômbia, onde o limite é zero.
A Noruega foi o primeiro país a criar leis específicas para a mistura álcool e direção. Desde 1936, a legislação de trânsito vem sendo aprimorada e hoje, o limite tolerado para motoristas embriagados é igual ao do Brasil. Se for flagrado com índices maiores que 2 decigramas de álcool por litro de sangue, o condutor perde a carteira por um ano, é preso por no mínimo três semanas, e o trabalho na cadeia é obrigatório. Além disso, as multas aplicadas são proporcionais à renda do infrator.
Assim como no Brasil, países da Europa e das Américas vêm mudando suas legislações de trânsito. Em alguns estados norte-americanos, se o condutor recusa o “teste do bafômetro”, há presunção de embriaguez e apreensão imediata do veículo e da carteira de habilitação. O motorista também é preso em flagrante e tem penas equivalentes a um condutor reprovado pelo teste. O conjunto de medidas fez com que o número de motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes nos Estados Unidos caísse de 50% nos anos 1970 para 20% atualmente.
Na França, o motorista que se recusa a soprar o etilômetro fica obrigado a realizar exame de sangue para verificar a quantidade de álcool ingerido. A meta francesa, inclusive, prevê submeter ao bafômetro um terço dos motoristas habilitados por ano. No Reino Unido, além do etilômetro, as autoridades podem exigir teste de sangue ou urina dos condutores suspeitos. Se ele não cooperar, é preso por até seis meses, perde o direito de dirigir por um ano e paga multa de 5 mil libras (quase R$ 16 mil).

5-  O condutor é obrigado a soprar o bafômetro? 


Ninguém será preso se não soprar o bafômetro. No entanto, o teste é necessário para que o motorista mantenha sua concessão para conduzir veículos automotores. Quem se recusa a participar do exame tem a CNH suspensa por um ano, veículo retido até a apresentação de motorista em condições normais, além de multa de R$957,70.
Contrariando as expectativas de analistas, o endurecimento da “Lei Seca” não resultou em aumento da recusa de se submeter ao teste. Cerca de 20% da população “teima” em não colaborar com a fiscalização, tanto antes quanto depois da lei 11.705/2008.

Fonte: DPRF

HISTÓRIA DO ÁLCOOL


Quando tudo começou

Acredita-se que a bebida alcoólica teve origem na Pré-História, mais precisamente durante o período Neolítico quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica. A partir de um processo de fermentação natural ocorrido há aproximadamente 10.000 anos o ser humano passou a consumir e a atribuir diferentes significados ao uso do álcool. Os celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o consumo e a produção de bebidas alcoólicas. 

A Embriaguez de 
Noé                                                       


Em umas das mais belas passagens do Antigo Testamento da Bíblia (Gênesis 9.21)  Noé, após o dilúvio, plantou vinha e fez o vinho. Fez uso da bebida a ponto de se embriagar. Reza a bíblia que Noé gritou, tirou a roupa e desmaiou. Momentos depois seu filho Cam o encontrou "tendo à mostra as suas vergonhas". Foi a primeiro relato que se tem conhecimento de um caso de embriaguez. Michelangelo, famoso pintor renascentista (1475-1564), se inspirou nesse episódio pintar um belíssimo afresco, com esse nome, no teto da Capela Sistina, no Vaticano. Nota-se, assim, que não apenas o uso de álcool, mas também a sua embriaguez, são aspectos que acompanham a humanidade desde seus primórdios.



O álcool através da história

Grécia e Roma
O solo e o clima na Grécia e em Roma eram especialmente ricos para o cultivo da uva e produção do vinho. Os gregos e romanos também conheceram a fermentação do mel e da cevada, mas o vinho era a bebida mais difundida nos dois impérios tendo importância social, religiosa e medicamentosa.
No período da Grécia Antiga o dramaturgo grego Eurípedes (484 a.C.-406 a.C.) menciona nas Bacantes duas divindades de primeira grandeza para os humanos: Deméter, a deusa da agricultura que fornece os alimentos sólidos para nutrir os humanos, e Dionísio, o Deus do vinho e da festa (Baco para os Romanos). Apesar de o vinho participar ativamente das celebrações sociais e religiosas greco-romanas, o abuso de álcool e a embriagues alcoólica já era severamente censurado pelos dois povos.

Egito Antigo
Os egípcios deixaram documentado nos papiros as etapas de fabricação, produção e comercialização da cerveja e do vinho. Eles também acreditavam que as bebidas fermentadas eliminavam os germes e parasitas e deveriam ser usadas como medicamentos, especialmente na luta contra os parasitas provenientes das águas do Nilo.

Idade Média
A comercialização do vinho e da cerveja cresce durante este período, assim como sua regulamentação. A intoxicação alcoólica (bebedeira) deixa de ser apenas condenada pela igreja e passa a ser considerado um pecado por esta instituição. 

Idade Moderna
Durante e Renascença passa a haver a fiscalização dos cabarés e tabernas, sendo estipulados horários de funcionamento destes locais. Os cabarés e tabernas eram considerados locais onde as pessoas podiam se manifestar livremente e o uso de álcool participa dos debates políticos que mais tarde vão desencadear na Revolução Francesa.

Idade Contemporânea
O fim do século 18 e o início da Revolução Industrial são acompanhados de mudanças demográficas e de comportamentos sociais na Europa. É durante este período que o uso excessivo de bebida passa a ser visto por alguns como uma doença ou desordem.  Ainda no início e na metade do século 19 alguns estudiosos passam a tecer considerações sobre as diferenças entre as bebidas destiladas e as bebidas fermentadas, em especial o vinho. Neste sentido, Pasteur em 1865, não encontrando germes maléficos no vinho declara que esta é a mais higiênica das bebidas.
Durante o século 20 países como a França passam a estabelecer a maioridade de 18 anos para o consumo de álcool e em janeiro de 1920 o estado Americano decreta a Lei Seca que teve duração de quase 12 anos. A Lei Seca proibiu a fabricação, venda troca, transporte, importação, exportação, distribuição, posse e consumo de bebida alcoólica e foi considerada por muitos um desastre para a saúde pública e economia americana. 
Foi no ano de 1952 com a primeira edição do DSM-I (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) que o alcoolismo passou a ser tratado como doença.
No ano de 1967, o conceito de doença do alcoolismo foi incorporado pela Organização Mundial de Saúde à Classificação Internacional das Doenças (CID-8), a partir da 8ª Conferência Mundial de Saúde. No CID-8, os problemas relacionados ao uso de álcool foram inseridos dentro de uma categoria mais ampla de transtornos de personalidade e de neuroses. Esses problemas foram divididos em três categorias: dependência, episódios de beber excessivo (abuso) e beber excessivo habitual. A dependência de álcool foi caracteriza pelo uso compulsivo de bebidas alcoólicas e pela manifestação de sintomas de abstinência após a cessação do uso de álcool.


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

LEI SECA DIMINIU NÚMERO DE MORTES NO TRÂNSITO EM APENAS UM ANO

Com a "Lei Seca" o número de mortes no trânsito causada por embriaguez diminui em 6,2% em apenas um ano no Brasil

Rio de Janeiro foi o Estado que apresentou a redução mais significativa, diz Ministério da Saúde

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Ministério da Saúde mostra que a Lei Seca, que completa dois anos no domingo (20), ajudou a reduzir em 6,2% o número de mortes provocadas por acidentes de trânsito no período de doze meses após a lei em comparação aos 12 meses anteriores a ela.

Segundo o ministério, houve uma redução no número absoluto dos óbitos em 17 Estados, com destaque para Rio de Janeiro, com 32% de redução, Espírito Santo (-18,6%), Alagoas (-15,8%), Distrito Federal (-15,1%), Santa Catarina (-11,2%), Bahia (-6,1%), São Paulo (-6,5%), e Paraná (-5,9%) – os dados de mortalidade para 2008/2009 são preliminares e sujeitos a revisão.

Quanto à taxa de mortalidade, que é o risco de morte de acidentes de trânsito no Brasil, o país registrou redução de 7,4% no ano posterior à Lei Seca. A taxa caiu de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3 por 100 mil habitantes. As reduções mais significativas na taxa de mortalidade foram registradas no Rio de Janeiro (-32,5%), Espírito Santo (-18,4%), Distrito Federal (-17,4%), Alagoas (-17%), Santa Catarina (-12,5%), Bahia (-8,6%), Paraná (-7,7%) e São Paulo (-7%).

“A redução na taxa de mortalidade provocada pelo trânsito mostra que a lei vem protegendo a vida”, afirma Otaliba Libanio, diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde. “No entanto, há necessidade de reforçar as ações nos Estados que não tiveram redução significativa.” O levantamento revela que a taxa de mortalidade cresceu em Rondônia (10%), Sergipe (8,6%), Amapá (5,6%), Amazonas (5,5%), Paraíba (4,1%), Maranhão (3,8%), Pará (2%), Goiás (1,4%), Mato Grosso (0,1%) e Mato Grosso do Sul (0,1%) na variação percentual doze meses antes e doze meses após a implantação da lei.

Outro dado preocupante mostrado pelo levantamento refere-se ao consumo de álcool pelos motoristas brasileiros antes de dirigir. A frequência de pessoas que dirigem após consumo abusivo de álcool passou de 2,1%, em 2007, para 1,4%, em 2008; e aumentou para 1,7%, em 2009, segundo dados do Vigitel, inquérito telefônico do Ministério da Saúde que monitora os fatores de risco para doenças e agravos à saúde da população. Embora tenha sofrido um aumento em 2009, esse índice se mantém inferior ao apontado pela pesquisa em 2007, antes da Lei Seca.

De acordo com o levantamento, o comportamento de risco é maior entre homens. Em 2007, o percentual de homens que disseram ter dirigido após consumo abusivo de álcool era de 4,1%. O índice caiu para 2,8%, em 2008 (ano da Lei Seca), e aumentou para 3,3%, em 2009 (ano posterior à Lei Seca). Nas capitais, os maiores percentuais entre os homens foram registrados em Aracaju (8,7%), Teresina (5,9%) e Rio Branco (5,5%). As mulheres apresentam frequência bastante abaixo da registrada pelos homens, mantendo-se estável desde nos últimos três anos, variando entre 0,2% e 0,3%. No Brasil, os adultos de 25 a 34 anos (2,1%) e de 35 a 44 anos (2%) são os que mais conduzem após beber, enquanto que, entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice é de 1,8%.



COMO O ÁLCOOL AGE NO CORPO?


como-o-alcool-age-no-corpo

É no intestino que 75% das moléculas de etanol passam para o sangue
1. O principal ingrediente das bebidas alcoólicas é a molécula de etanol. Assim que a pessoa toma um gole, uma pequena parte dessas moléculas já começa a entrar na corrente sanguínea pela mucosa da boca
2. Pelo esôfago, a bebida chega ao estômago. Até deixar esse órgão só 25% do etanol entrou no sangue. O resto só cai na corrente sanguínea quando a bebida chega ao intestino delgado - órgão cheio de vasos e membranas permeáveis
3. São necessários de 15 a 60 minutos para todas as moléculas de etanol entrarem na circulação e se espalharem pelo corpo. Esse tempo depende de fatores como a presença de comida no estômago e a velocidade com que a pessoa bebeu
4. Quando cai no sangue, as moléculas de etanol são transportadas para todos os tecidos que têm células com alta concentração de água - órgãos como cérebro, fígado, coração e rins
5. No fígado 90% das moléculas de etanol são metabolizadas - quebradas em partes menores para facilitar sua eliminação. Ele processa por hora o equivalente a uma lata de cerveja. Acima disso, o etanol passa a intoxicar o organismo e causa os efeitos mostrados no infográfico da outra página
Os efeitos nos órgãosAção nos rins aumenta a produção de xixi em 50%
No cérebro
1. Quando o etanol carregado pelo sangue chega ao cérebro, ele estimula os neurônios a liberar uma quantidade extra de serotonina. Esse neurotransmissor - substância que leva mensagens entre as células - serve para regular o prazer, o humor e a ansiedade. Por isso, um dos primeiros efeitos do álcool é deixar a pessoa desinibida e eufórica
2. Se a pessoa segue bebendo, outros dois neurotransmissores são afetados. O etanol inibe a liberação do glutamato, que por sua vez regula o GABA. Sem o controle do glutamato, mais GABA é liberado no cérebro. Como esse neurotransmissor faz os neurônios trabalhar menos, a pessoa perde desde a coordenação até o autocontrole
No estômago
1. O etanol das bebidas irrita a mucosa do estômago, dificultando a digestão e aumentando a produção de ácido gástrico no órgão. Isso gera aquela sensação de enjôo e mal-estar dos "breacos" prestes a chamar o Hugo...
2. O vômito funciona como um mecanismo de autodefesa, comandado pelo cérebro, contra a ação agressiva do álcool no estômago. A pessoa se sente mais aliviada após vomitar porque termina a irritação da mucosa pelas moléculas do etanol
Nos rins
Quem bebe tem mais vontade de fazer xixi. E isso não rola só pela quantidade de líquido ingerido. O etanol age na hipófise, uma glândula no cérebro. Lá, ele inibe a produção de um hormônio que controla a absorção de água pelos rins. Com menos líquido absorvido, mais urina é eliminada, como mostra a comparação ao lado
No coração
Na ação do álcool nos rins a gente explica por que quem bebe faz muito xixi. E um efeito colateral do excesso de urina acaba atingindo o coração. É que pelo xixi são eliminados minerais como magnésio e potássio que ajudam a manter o batimento cardíaco. Durante e após uma bebedeira o ritmo do coração pode apresentar alterações
por Yuri Vasconcelos | Edição 67


DE GOLE EM GOLE...




Duas latinhas de cerveja já provocam os primeiros sintomas no cérebro

Levamos uma hora para processar 14 mg de álcool, o equivalente a:
350 ml de cerveja ou
150 ml de vinho ou
40 ml de uísque
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 30 mg
EFEITOS NO CORPO - Sensação de euforia e excitação. São os primeiros efeitos no cérebro
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 50 mg
EFEITOS NO CORPO - Redução da coordenação motora e alteração de humor. É o início da fase 2 de ação no cérebro
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 60 mg
EFEITOS NO CORPO - No Brasil, é proibido dirigir acima desse limite de álcool no organismo
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 100 mg
EFEITOS NO CORPO - Diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 200 mg
EFEITOS NO CORPO - Náusea e vômitos - olha o estômago se "irritando"... Fala arrastada e visão dupla
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 300 mg
EFEITOS NO CORPO - Sensação de anestesia, lapsos de memória e sonolência
QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) - 400 mg
EFEITOS NO CORPO - Insuficiência respiratória, coma e até possibilidade de morte.