quarta-feira, 20 de agosto de 2014

LEI SECA DIMINIU NÚMERO DE MORTES NO TRÂNSITO EM APENAS UM ANO

Com a "Lei Seca" o número de mortes no trânsito causada por embriaguez diminui em 6,2% em apenas um ano no Brasil

Rio de Janeiro foi o Estado que apresentou a redução mais significativa, diz Ministério da Saúde

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Ministério da Saúde mostra que a Lei Seca, que completa dois anos no domingo (20), ajudou a reduzir em 6,2% o número de mortes provocadas por acidentes de trânsito no período de doze meses após a lei em comparação aos 12 meses anteriores a ela.

Segundo o ministério, houve uma redução no número absoluto dos óbitos em 17 Estados, com destaque para Rio de Janeiro, com 32% de redução, Espírito Santo (-18,6%), Alagoas (-15,8%), Distrito Federal (-15,1%), Santa Catarina (-11,2%), Bahia (-6,1%), São Paulo (-6,5%), e Paraná (-5,9%) – os dados de mortalidade para 2008/2009 são preliminares e sujeitos a revisão.

Quanto à taxa de mortalidade, que é o risco de morte de acidentes de trânsito no Brasil, o país registrou redução de 7,4% no ano posterior à Lei Seca. A taxa caiu de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3 por 100 mil habitantes. As reduções mais significativas na taxa de mortalidade foram registradas no Rio de Janeiro (-32,5%), Espírito Santo (-18,4%), Distrito Federal (-17,4%), Alagoas (-17%), Santa Catarina (-12,5%), Bahia (-8,6%), Paraná (-7,7%) e São Paulo (-7%).

“A redução na taxa de mortalidade provocada pelo trânsito mostra que a lei vem protegendo a vida”, afirma Otaliba Libanio, diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde. “No entanto, há necessidade de reforçar as ações nos Estados que não tiveram redução significativa.” O levantamento revela que a taxa de mortalidade cresceu em Rondônia (10%), Sergipe (8,6%), Amapá (5,6%), Amazonas (5,5%), Paraíba (4,1%), Maranhão (3,8%), Pará (2%), Goiás (1,4%), Mato Grosso (0,1%) e Mato Grosso do Sul (0,1%) na variação percentual doze meses antes e doze meses após a implantação da lei.

Outro dado preocupante mostrado pelo levantamento refere-se ao consumo de álcool pelos motoristas brasileiros antes de dirigir. A frequência de pessoas que dirigem após consumo abusivo de álcool passou de 2,1%, em 2007, para 1,4%, em 2008; e aumentou para 1,7%, em 2009, segundo dados do Vigitel, inquérito telefônico do Ministério da Saúde que monitora os fatores de risco para doenças e agravos à saúde da população. Embora tenha sofrido um aumento em 2009, esse índice se mantém inferior ao apontado pela pesquisa em 2007, antes da Lei Seca.

De acordo com o levantamento, o comportamento de risco é maior entre homens. Em 2007, o percentual de homens que disseram ter dirigido após consumo abusivo de álcool era de 4,1%. O índice caiu para 2,8%, em 2008 (ano da Lei Seca), e aumentou para 3,3%, em 2009 (ano posterior à Lei Seca). Nas capitais, os maiores percentuais entre os homens foram registrados em Aracaju (8,7%), Teresina (5,9%) e Rio Branco (5,5%). As mulheres apresentam frequência bastante abaixo da registrada pelos homens, mantendo-se estável desde nos últimos três anos, variando entre 0,2% e 0,3%. No Brasil, os adultos de 25 a 34 anos (2,1%) e de 35 a 44 anos (2%) são os que mais conduzem após beber, enquanto que, entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice é de 1,8%.



Nenhum comentário:

Postar um comentário